06 setembro 2010
04 julho 2010
Assim dá gosto trabalhar!
E tudo começa numa longa viagem onde o tédio reinava... Let's make party!
Conseguimos pôr quase a totalidade dos 46 passageiros que tínhamos a bordo a dançar no meio da cabine, numa iniciativa que começou por ser tímida mas que foi contagiando todos os presentes. No final já são poucas as cabeças que se vislumbram nos bancos...
Acabou por se tornar, para todos, na melhor e mais divertida viagem das nossas vidas!
30 maio 2010
Já?!

E acaba de fazer 1 ano que cheguei à Bélgica!
O país onde assentei arraiais por mais tempo, a cidade mais feia onde vivi, mas o lugar que me tem feito mais feliz! A vida tem destas contradições...
E não é que ainda me lembro do dia em que cheguei como se tivesse sido ontem, com uma nitidez surpreendente... A carregar sozinha as minhas 5 malas, a chegar ao hotel onde vivi por 1 mês, a jantar ao ar livre, à luz das velas, e a sentir-me de férias!
E, 1 ano depois, pondero fazer-me novamente à estrada... mas desta vez com um peso acrescido, chamar-lhe-ei medo, que não senti das outras vezes. Vou fazê-lo, claro está, e o que tiver que ser será! Mas sinto saudades antecipadas...
"There is no home like the one you've got, cause that one belongs to you"
Barking at the Moon, Jenny Lewis
20 abril 2010
St. Volcano's week



Já lá vão 5 dias de férias forçadas, e felizmente é Verão em Charleroi!
Metade da tripulação desta base ficou presa algures pela Europa. Destinos como Tenerife ou Ibiza fizeram as delícias deles por uns dias, já que agora quase todos estão a caminho de Charleroi em fantásticas roadtrips patrocinadas pela Hertz.
Os que cá ficaram caíram na farra! Há 5 dias que decorrem aquilo a que resolvemos chamar St. Volcano's celebrations. Divididas por temas e destinos, hoje foi o dia 5.
E acredito que isto já é suficiente! Foi muito bom enquanto durou, mas ficar assim sem trabalhar, numas forçadas férias não pagas, não nos põe comida na mesa! E além disso, não quero correr o risco de perder as minhas mini-férias em Palma de Maiorca, onde espero descansar desta semana cheia de exageros...
St. Volcano we Lóoove you!
16 abril 2010
16 março 2010
Passagem das Horas
Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
(…)
Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...
Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...
Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco.
Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
E ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos,
Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.
(…)
Poder rir, rir, rir despejadamente,
Rir como um copo entornado,
Absolutamente doido só por sentir,
Absolutamente roto por me roçar contra as coisas,
Ferido na boca por morder coisas,
Com as unhas em sangue por me agarrar a coisas,
E depois dêem-me a cela que quiserem que eu me lembrarei da vida.
Sentir tudo de todas as maneiras,
Ter todas as opiniões,
Ser sincero contradizendo-se a cada minuto,
Desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito,
E amar as coisas como Deus.
(…)
Viro todos os dias todas as esquinas de todas as ruas,
E sempre que estou pensando numa coisa, estou pensando noutra.
Não me subordino senão por atavisnio,
E há sempre razões para emigrar para quem não está de cama.
(…)
Fui educado pela Imaginação,
Viajei pela mão dela sempre,
Amei, odiei, falei, pensei sempre por isso,
E todos os dias têm essa janela por diante,
E todas as horas parecem minhas dessa maneira.
Álvaro de Campos, 22-5-1916
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
(…)
Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...
Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...
Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco.
Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
E ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos,
Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.
(…)
Poder rir, rir, rir despejadamente,
Rir como um copo entornado,
Absolutamente doido só por sentir,
Absolutamente roto por me roçar contra as coisas,
Ferido na boca por morder coisas,
Com as unhas em sangue por me agarrar a coisas,
E depois dêem-me a cela que quiserem que eu me lembrarei da vida.
Sentir tudo de todas as maneiras,
Ter todas as opiniões,
Ser sincero contradizendo-se a cada minuto,
Desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito,
E amar as coisas como Deus.
(…)
Viro todos os dias todas as esquinas de todas as ruas,
E sempre que estou pensando numa coisa, estou pensando noutra.
Não me subordino senão por atavisnio,
E há sempre razões para emigrar para quem não está de cama.
(…)
Fui educado pela Imaginação,
Viajei pela mão dela sempre,
Amei, odiei, falei, pensei sempre por isso,
E todos os dias têm essa janela por diante,
E todas as horas parecem minhas dessa maneira.
Álvaro de Campos, 22-5-1916
13 março 2010
Provei-o!
Desta vez foi a Mónica a parceira de aventuras! Graças a ela, ficamos a dormir num Hostel em pleno Red Light District. Suponho que o melhor sítio onde poderíamos ter ficado... Entre outras coisas deliciámo-nos a seguir um grupo de empresários portugueses para clandestinamente podermos ouvir todos os seus comentários: "Esta noite já nem vou dormir ao hotel", "Acho que nos vamos perder todos aqui!".
Foi também o melhor lugar para, pela primeira vez, entrar numa Coffee Shop e comprar o desejado Muffin! Delicioso, diga-se. De sabor a laranja. Um bolo absolutamente normal, que comíamos enquanto assistíamos ao jogo Arsenal-Porto, mas que quase duas horas depois da sua ingestão provocou efeitos de alguma alienação social, entre outros mais e menos bons... Ainda assim valeu alguns momentos de risota, e algumas dissertações sobre o sistema digestivo!
A minha última visita (anunciada) partiu hoje e leva óptimas recordações! À la prochaine Monique Motard ;)
09 março 2010
28 fevereiro 2010
Casa ainda mais cheia!
E eu começo a perceber que gosto mesmo disto! De ter a casa cheia de gente, de barulho, de serões a rir e a conversar, de ter sempre muita comida na mesa. E são estes os únicos dias em que eu faço refeições decentes, e a horas decentes, porque isto de morar sem os pais não combina com disciplina! Chego a sentir-me uma mamã quando estou a encher o carrinho das compras em quantidades familiares, e quando dedico um dia inteiro a limpar a casa...
Nestes três dias bem passados foi pena a chuva, que só nos largou no último dia, que por sorte combinou com o melhor destino: Bruges! Entretanto, e sem grande destaque, Luxemburgo merece também um checked no meu mapa.
15 fevereiro 2010
Casa cheia!

Que alegria ter tido aqui o Nelson e a Mariana por 4 dias!
Esta casa esteve sempre cheia de vida, de truques de magia, de comida na mesa, de festas do pijama, de asneiradas maioritariamente produzidas por Nelson Ribeiro. No entanto, o facto de ter estado tão cheia de algo, faz com que pareça agora mais vazia...
Mas aquela nostalgia que fica sempre depois que algém se vai será rapidamente compensada pela chegada breve da Mila e da Selma! E pela minha partida hoje para Colónia onde vou celebrar o Carnaval!!!
Até terça ;)
21 janeiro 2010
Lua Adversa
Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles, in 'Vaga Música'
Ouvi-o hoje, por acaso, numa das novelas da tarde. E gostei.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles, in 'Vaga Música'
Ouvi-o hoje, por acaso, numa das novelas da tarde. E gostei.
Encontros e Despedidas
Comecei a gostar desta música a partir do momento em que percebi que a minha vida tem sido aquilo que ela canta.
19 janeiro 2010
Aí estão as Sleepbox

Para quem gosta de viajar barato (o que às vezes implica passar a última noite no aeroporto em vez de pagar apenas um par de horas na Pousada), chegaram finalmente as Sleepbox!
Não sei quanto poderá custar esta maravilha, que ainda não está disponível em Portugal, mas garantem que nos permitirá repousar de forma barata, confortável e segura.
Estes mini-quartos vão estar equipados com sistema de mudança automática de lençóis, sistema de ventilação, alerta sonoro, wi-fi, ecrã LCD e tomadas eléctricas.
14 janeiro 2010
Já me tinha esquecido...
... como é bom fazer amigos entre desconhecidos.
Depois de mais um belo dia passado no Porto, onde pela primeira vez (que vergonha) me passeei e jantei num dos belos restaurantes da Ribeira, eis que me volto a lembrar de como é bom tornar-me "amiga" de um desconhecido.
A propósito do atraso do comboio que me trazia de volta a Guimarães, conheci o Ricardo. E a interminável viagem de mais de uma hora até cá foi de repente tão curta pra tudo aquilo que tínhamos para falar...
Fez-me lembrar com nostalgia o americano Carl, que conheci num comboio rumo a Varsóvia. Depois de todas as aventuras que passámos juntos naquela viagem, onde até então éramos meros desconhecidos, e depois de uma noite no aeroporto onde a toda a força tentámos manter-nos acordados um ao outro só pra não ter que dormir no chão frio, despedimo-nos pela manhã com um abraço apertado de quem deixa um amigo, e são estas coisas que me fazem sorrir com vontade!
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam
o que é que aconteceu diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa no mundo não há.
Depois de mais um belo dia passado no Porto, onde pela primeira vez (que vergonha) me passeei e jantei num dos belos restaurantes da Ribeira, eis que me volto a lembrar de como é bom tornar-me "amiga" de um desconhecido.
A propósito do atraso do comboio que me trazia de volta a Guimarães, conheci o Ricardo. E a interminável viagem de mais de uma hora até cá foi de repente tão curta pra tudo aquilo que tínhamos para falar...
Fez-me lembrar com nostalgia o americano Carl, que conheci num comboio rumo a Varsóvia. Depois de todas as aventuras que passámos juntos naquela viagem, onde até então éramos meros desconhecidos, e depois de uma noite no aeroporto onde a toda a força tentámos manter-nos acordados um ao outro só pra não ter que dormir no chão frio, despedimo-nos pela manhã com um abraço apertado de quem deixa um amigo, e são estas coisas que me fazem sorrir com vontade!
Conheço tão bem esses olhos
e nunca me enganam
o que é que aconteceu diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa no mundo não há.
01 janeiro 2010
Feliz 2010!!!
Com a TV sintonizada na TVE, às 00h00 o maior desafio foi conseguir enfiar 12 uvas na boca, ao som das badaladas do relógio da Porta del Sol, em Madrid.
À 01h00 tempo para voltar a celebrar, desta vez a passagem de ano portuguesa, com brindes ao ano que termina e àquele que vai começar. Brinde ao ano que passa porque nos conhecemos e porque todas estas vidas mudaram, brinde ao ano que vem, brinde a mais mudanças e novos desafios.
Que o mundo continue a mover-se, que a vida nos reserve sempre novas e inesperadas surpresas!!
30 dezembro 2009
Contrastes
O telemóvel estava sem bateria, e por isso não consegui fotografar estas duas maravilhas:
A 1ª, Oslo, coberto de neve, numa brancura polar que nunca vi. No aeroporto não consegui tão pouco distinguir a pista de aterragem.
Fiquei de tal maneira entusiasmada com o cenário que me apeteceu abraçar o senhor escandinavo que me abriu a porta. Fiquei de boca aberta uns segundos e sorri-lhe dizendo, perante o seu rosto apático, "It's so beautiful, so white!!!".
Mais tarde, eu e o conterrâneo vimaranense Henrique, que nesse dia voamos juntos pela 1ª vez, não resistimos e tivemos que infrigir as regras: dizer adeus aos passageiros do lado de fora do avião, só pra absorver um pouco mais daquela maravilha passageira.
Dois dias depois, e com uma diferença de pelo menos 30 graus na temperatura, cheguei a Las Palmas, na Gran Canária.
Nestes dias rogamos na pele do engraçadinho que se lembrou de fazer de nós escravos, sem nos dar uns meros 30 minutos pra absorver as realidades locais!
De repente era Verão outra vez, fazia tanto calor, o céu era tão azul, e o mar estava ali tão perto do aeroporto que deu pra sentir o cheiro! Desta vez despimos os casacos e viemos todos cá pra fora, incluindo os pilotos, só pra respirar maresia e sentir calor.

A 1ª, Oslo, coberto de neve, numa brancura polar que nunca vi. No aeroporto não consegui tão pouco distinguir a pista de aterragem.
Fiquei de tal maneira entusiasmada com o cenário que me apeteceu abraçar o senhor escandinavo que me abriu a porta. Fiquei de boca aberta uns segundos e sorri-lhe dizendo, perante o seu rosto apático, "It's so beautiful, so white!!!".
Mais tarde, eu e o conterrâneo vimaranense Henrique, que nesse dia voamos juntos pela 1ª vez, não resistimos e tivemos que infrigir as regras: dizer adeus aos passageiros do lado de fora do avião, só pra absorver um pouco mais daquela maravilha passageira.
Dois dias depois, e com uma diferença de pelo menos 30 graus na temperatura, cheguei a Las Palmas, na Gran Canária.Nestes dias rogamos na pele do engraçadinho que se lembrou de fazer de nós escravos, sem nos dar uns meros 30 minutos pra absorver as realidades locais!
De repente era Verão outra vez, fazia tanto calor, o céu era tão azul, e o mar estava ali tão perto do aeroporto que deu pra sentir o cheiro! Desta vez despimos os casacos e viemos todos cá pra fora, incluindo os pilotos, só pra respirar maresia e sentir calor.

Numa semana onde não tenho feito nada mais do que trabalhar e dormir, os dias têm sido surpreendentemente intensos e interessantes :)
20 dezembro 2009
04 dezembro 2009
Desta vez não fiquei só a ver...

... Andei ali por dentro, no Canal da Mancha, na viagem de comboio que ligou Bruxelas a Londres, em apenas duas horas. Até aqui, o mais perto que consegui estar daquela obra arquitectónica que tanto me fascina, foi a Gare du Nord, em Paris.
A viagem "opralá" foi de noite, e por isso nem me apercebi que já andava dentro do túnel, uma vez que a paisagem exterior se mantinha inalterada. A única pista foi aquela impressão nos ouvidos, igual à que ocorre lá nos ares, mas que aqui se justifica com a pressão da água. "Opracá" consegui, pelo menos, distinguir os momentos em que entrei e saí do túnel, mas lá dentro nada mais do que preto!
Para satisfazer a minha própria curiosidade: o túnel possui 50km de comprimento, 37 dos quais debaixo do mar, com uma profundidade máxima de 60 metros.
Considerado uma das 7 Maravilhas Modernas, o Eurotúnel é o segundo maior túnel ferroviário do mundo, apenas ultrapassado pelo Túnel de Seikan, no Japão.
Que bonito!
Subscrever:
Mensagens (Atom)


